Wednesday, December 28, 2005
Silêncio na cidade ruidosa
Solidão no país super populoso
Escuridão sob a mais forte luz do dia
Dor inflingida pela mais agradável carícia
Não tenho mais conseguido me concentrar, brincar, ser sincera, inocente. A vida desregrada me contaminou. Meu coração está mais solto que minha cabeça, deixando-me incomodada.
Aquele que poderia ter segurado minha sincera afeição com o mais leve toque, se foi e agora nem mesmo o mais forte ou belo dos homens tem o feito.
Se antes, vivia Flora [ou Suzan] pelo prazer, hoje vive Annabel ; fechada, ébria. E ela está abstêmia do bem mais precioso que alguém poderia ter, o amor correspondido. Annabel vive por viver. Arrastando os dias e fingindo sorrisos, abusando da alienação narcótica, muitos momentos reclusa.
Sequer tem a graça de poder culpar outro; Toda essa situação é culpa dela mesma. Entrega-se facilmente ao pseudo-amor almejado.
Beija minha boca, meu pescoço, meu colo, e minha alma.
por Flor :: 5:43 AM 0 comments
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